O Projeto
O Museu das Amazônias é um espaço de valorização, preservação e ativação dos múltiplos saberes que atravessam o território amazônico, que reúne arte, ciência, tecnologia, espiritualidade e ancestralidade, através de narrativas de povos indígenas, comunidades ribeirinhas, quilombolas, populações urbanas, artistas, cientistas e mestres da tradição oral das diversas Amazônias.
A criação de sua identidade visual foi orientada pelo entendimento de que não existe uma única Amazônia, mas muitas — diversas em culturas, línguas, rios, modos de vida e formas de conhecimento. Criamos o conceito e a marca gráfica entendendo que a mesma precisava ser plural, inclusiva, simbólica e estratégica, capaz de representar essa complexidade sem reduzi-la, e tendo em mente os desdobramentos necessários para a concretização do Museu, como por exemplo, em sua sinalização.
O Desafio
O grande desafio do projeto foi construir uma identidade que conseguisse materializar visualmente a diversidade e a profundidade da Amazônia, conectando passado, presente e futuro em uma mesma expressão gráfica. Era necessário criar uma marca que fosse, ao mesmo tempo, contemporânea e ancestral; científica e espiritual; institucional e sensível ao território.
Outro ponto essencial foi representar a Amazônia de forma coletiva, e não a partir de um único olhar. Por isso, o processo foi participativo e fundamentado na escuta ativa realizada previamente, respeitando as múltiplas cosmovisões existentes e evitando estereótipos visuais já cristalizados sobre a região.
A Solução
Assim, a partir de nossa metodologia “Fórum Criativo”, realizada com artistas locais, identificamos conceitos-chave que guiaram a construção visual, como movimento, rastro, celebração, espiritualidade, coletividade, protagonismo e redes. Esses conceitos originaram dois grandes símbolos estruturantes da marca: a cobra-grande, presente em diferentes cosmologias amazônicas, e a cestaria, representação visual da coletividade e da inteligência ancestral.
O símbolo foi desenvolvido a partir de um desenho sinuoso, inspirado no movimento da cobra e dos rios, organizado em uma estrutura geométrica e modular com nove segmentos — uma referência direta aos nove estados brasileiros e aos nove países que compartilham o bioma amazônico. Essa construção gráfica traduz a ideia de conexão, continuidade e articulação entre territórios, povos e saberes.
A identidade foi complementada por uma paleta de cores inspirada na vitalidade do território e nos elementos naturais da floresta, além de uma tipografia personalizada que reforça a originalidade e a presença da marca. Foram também desenvolvidos elementos de apoio, padronagens e aplicações que permitem desdobrar a identidade em diferentes contextos: exposições, materiais gráficos, ambientes físicos, produtos, comunicação institucional e plataformas digitais.
Os Resultados
O resultado é uma marca forte, simbólica e profundamente conectada ao território amazônico, que permite uma conexão com diferentes públicos e tem a capacidade de comunicar o propósito do que é o Museu.













